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São Paulo, 08 de Dezembro de 2006
Roprodução permitida
desde que integral.
Veja
aqui a análise anterior de 13/07/2006
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Desde o tempo em que eu fazia comentários de Análise Técnica nas Revistas Enfoque Gráfico - Commodities e Ações, lá pelos idos dos anos 80, os investidores (que eu prefiro chamar de especuladores), não gostavam quando eu dizia que a minha interpretação da análise técnica era a de que os preços iriam cair. Me lembro uma vez um cliente ligando para a Enfoque e dizendo que eu não sabia “o poder que tinha” pois eu dizia que ia cair e caia mesmo e que eu estava tirando dinheiro do bolso dele.
Eu tinha que explicar que o que eu fazia era apenas interpretar a maneira
segundo a qual a análise técnica estava visualizando o conjunto
de fatores fundamentais e ainda aqueles fatores que só eram do conhecimento
dos chamados “insiders”, naquele momento. Eu na verdade não
achava nada, procurava apenas interpretar os sinais que o Mercado estava
dando nos gráficos. A Análise Técnica “arroz
com feijão” que eu pratico, apenas tenta visualmente interpretar
os sinais que a média de opiniões dos participantes do mercado
está dando no momento. É como se fosse o próprio mercado
comentando o que tem feito e o que deve fazer a seguir.
Minha formação inicial no mercado futuro de commodities fez
com que eu me tornasse rapidamente um Trader pois nesses mercados a volatilidade
é muito maior do que nos mercados de ações e os preços
estão sempre ora subindo muito, ora caindo muito, de maneira que
vender a descoberto se torna corriqueiro. Fico muito feliz de poder nos
dias de hoje, vender ações a descoberto (sem ter as ações)
através de uma Corretora, na Bovespa, com praticamente a mesma facilidade
com que compro ações e ainda, o que é melhor, usando
o home broker integrado no meu terminal Enfoque.
Para quem opera na Bolsa pensando estatisticamente que é como eu
entendo ser a maneira correta, (do livro gratuíto O Método
Enfoque de Operar nos Mercados), vender é uma necessidade pois quando
se têm as chances a favor, torna-se necessário fazer o maior
número possível de operações para que a estatística
favorárel funcione, trabalhando a nosso favor. Assim sendo, para
mim é exatamente igual quando nas “conversas” que tenho
com o Bovespa, (que é o que eu faço quando “leio”
os gráficos), meu diagnóstico é de alta ou de baixa.
O importante para mim, é que ele continue oscilando, seja para cima
ou para baixo.
Com relação à minha interpretação do
momento referente à tendência de alta de longo prazo, iniciada
em Outubro de 2002, de que o Índice Bovespa deve sofrer uma queda
mais acentuada, antes de iniciar o último movimento de alta, podendo
chegar inicialmente a 27.000 pontos, quero dizer que esta análise
é baseada no fato de que técnicamente, enquanto os preços
não romperem o último topo, estaremos numa onda corretiva
que a Teoria de Elliott chamaria de onda 4 desta tendência iniciada
em 2002. Analisando sob esse prisma, me parece que tivemos muita alta na
onda 3 para pouca baixa na onda 4.
O que dá embasamento a essa análise é o proprio Bovespa
(e o IBV de 63 a 68) que nos mostra, quando analisamos seu passado desde
quando se consegue cotações, que ele respeita sim, na maioria
das vezes em que tem um movimento definido, as proporções
fibonacci, quando corrige ou reage a esses movimentos. Veja no Gráfico
1 abaixo, que mostra o Índice Bovespa indexado em dolar e com escala
log, as ocorrências de proporções fibonacci nas correções
e reações do mercado brasileiro de ações. As
linhas horizontais são dispostas entre o fundo e o topo nos movientos
de alta ou entre o topo e o fundo, nos movimentos de baixa e as linhas do
meio representam as proporções fibonacci de 38,2%, 50% e 61,8%.
Pode-se verificar que no passado, a grande maioria das vezes em que tivemos
um movimento definido (de alta ou de baixa), de proporções
similares aos dois movimentos de alta que tivemos a partir de outubro de
2002, a correção ou reação que se seguiu entrou
para dentro da faixa das proporções fibonacci e em muitas
ocasiões não parou na primeira correção de 38,2%,
seguiu até a de 61,8%. Ainda no Gráfico 1, note que as faixas
marcadas em verde mostram os movimentos da tendência secundária
enquanto que os marcados com as linhas vermelhas mostram os grandes movimentos
das tendências primárias e ainda, os marcados em azul, mostram
os movimentos da tendência primária atual (iniciada em outbro
de 2002).
Gráfico 1

Com os preços neste momento, testando o nível do último topo, nível este, a partir do qual o Índice Bovespa sofreu uma queda livre de 28% em 15 dias, na última vez que esteve lá, em maio deste ano, acredito que este nível não será rompido pelo menos sem uma correção mais acentuada. Esta correção, na minha análise, tem tudo para ser a última onda (onda C) da onda corretiva que seria a Onda IV da tendência iniciada em outubro de 2002 (Gráfico 2).
Este movimento de baixa pode muito bem, como mostra a história regressa
do Indice Bovespa, levar os preços a aumentarem a atual correção
do movimento de baixa iniciado em maio deste ano, para uma faixa de preços
mais compativel com correções fibonacci. Esta faixa de preços,
com o dolar de hoje começa em 27.000 pontos conforme mostra em detalhes
o Gráfico 2. A minha “leitura” dos gráficos atual,
me leva a crer que existe uma possibilidade bem maior de que ocorra essa
correção mais acentuada, com o Ibovespa aumentando a correção
da Onda III e caindo abaixo do último fundo a 30.000 pontos, do que
a manutenção da atual alta, com o rompimento do último
topo e o mercado nos mostrando que está na Onda V.
Um eventual rompimento da resistência do último topo, anularia
a análise acima e poderia estar indicando o início do terceiro
movimento de alta da tendência iniciada em outubro de 2002. Neste
caso, a leitura que eu faria seria igual à que fiz em maio de 2004
quando apesar de não havido uma correção da Onda I
com proporções Fibonacci, os preços restabeleceram
a tendência de alta. A leitura foi de que a tendência estava
muito forte e que o “exército dos Touros” estava muito
mais forte do que o dos Ursos. O fato de a última correção
(Onda II) não ter corrigido em proporções Fibonacci,
aumenta as chances e portanto reforça a tese de que isso ocorra desta
vez.
Boa sorte nos mercados.
Fausto de Arruda Botelho
Analista de Valores Mobiliários registrado na CVM
“Certified Financial Technician” - IFTA
Gráfico 2

Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI Em conformidade com as disposições da Instrução CVM nº 388, eu Fausto de Arruda Botelho, analista de investimento responsável pela elaboração deste relatório declaro que:
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