CAPITAL ABERTO: Dexco tem lucro líquido de R$ 36 mi no 4T25
SÃO PAULO, 3/5/26 - A Dexco, maior casa de marcas do Brasil para materiais de construção, reforma e decoração, detentora das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Castelatto, Ceusa e Durafloor, registrou EBITDA ajustado e recorrente proforma de R$2,47 bilhões no ano de 2025, considerando os resultados de equivalência patrimonial da LD Celulose, joint venture de celulose solúvel entre a Dexco e austríaca Lenzing AG. O resultado representa crescimento de 1,1% na comparação com 2024.
A Receita Líquida consolidada foi de R$8,25 bilhões no ano, alta de 0,2% na comparação com 2024. O Lucro Líquido Recorrente da companhia totalizou R$107 milhões em 2025.
'O ano de 2025 foi um período marcado por avanços na agenda estratégica de desalavancagem financeira e resiliência operacional em suas principais unidades de negócio. Avançamos em disciplina e execução consistentes com o objetivo de aprimorar cada vez mais nosso go to market, fortalecer nossas marcas em segmentos premium, operando com um portfólio mais seletivo, além de otimizar nossa estrutura industrial e atingir uma base financeira mais saudável', afirma Raul Guaragna, CEO da Dexco. 'Também entregamos resultados históricos na Divisão Madeira, operando com alta taxa de ocupação ao longo do ano, enquanto a LD Celulose consolidou sua maturidade produtiva'.
No quarto trimestre, a companhia registrou Receita Líquida recorrente de R$2,1 bilhões, crescimento de 1,6% em relação ao 4T24. O EBITDA ajustado e recorrente da Dexco foi de R$416 milhões no período, 12% acima do valor registrado no mesmo período do ano anterior. O Lucro Líquido Recorrente no trimestre foi positivo em R$36 milhões.
'Estes resultados reforçam a coerência do redirecionamento estratégico e a necessidade de constituir uma base de execução sólida para acelerar a transformação. O próximo ciclo será de execução e entrega e exigirá disciplina na implementação dos planos para ampliação da captura de benefícios, consolidação de decisões estruturais e materialização dos efeitos financeiros já capturados', completa Raul Guaragna.
A Divisão Madeira, com as marcas Duratex e Durafloor, registrou EBITDA ajustado e recorrente recorde em 2025, totalizando R$1,57 bilhão, crescimento de 3,8% em relação a 2024, com margem próxima de 28,5%. No quarto trimestre de 2025, o EBITDA foi de R$400 milhões, um índice histórico para a divisão, representando um avanço de 14,4% em relação ao 4T24, com ocupação média de 97% (94% em MDF e 99% em MDP). O resultado foi alcançado de forma integralmente orgânica, o que reforça a robustez do core business de painéis.
'Na Divisão Madeira operamos praticamente em capacidade plena ao longo do ano todo, com elevada taxa de ocupação. A competitividade do nosso modelo industrial, aliada à escala e à disciplina comercial, foi determinante para a consistência dos resultados', destaca Lucianna Raffaini, CFO da Dexco. A estratégia da divisão segue focada no redirecionamento do mix para produtos de maior valor agregado e painéis revestidos, garantindo a captura de margens superiores mesmo em mercados maduros.
A LD Celulose, JV da operação de Celulose Solúvel, registrou EBITDA ajustado e recorrente de R$350 milhões no 4T25, considerando 100% da operação. No acumulado de 2025, o EBITDA totalizou R$1,6 bilhão, avanço de 3,3% em relação a 2024, refletindo um ano histórico em volume expedido, estabilidade operacional e disciplina de custos.
A Receita Líquida recorrente atingiu R$777 milhões no trimestre, enquanto no ano somou R$3,1 bilhões, sustentada por recorde de produtividade e elevada eficiência operacional. O ano foi encerrado com 604 mil toneladas produzidas e lucro líquido de R$448 milhões (100% da operação), evidenciando a maturidade operacional do ativo.
'A LD Celulose encerra 2025 em um estágio claro de maturidade operacional. A operação demonstrou estabilidade produtiva, eficiência consistente e capacidade de geração de caixa, mesmo diante da volatilidade cambial e das oscilações no preço internacional da celulose. Trata-se de um ativo estratégico, que amplia a diversificação do portfólio e contribui de forma relevante para a empresa', explica Lucianna Raffaini.
A divisão de Revestimentos, representada pelas marcas Ceusa, Portinari e Castelatto, seguiu pressionada por um ambiente setorial desafiador, marcado por excesso de capacidade instalada, estoques elevados e deterioração de preços na indústria. A divisão apresentou EBITDA ajustado e recorrente negativo de R$14 milhões em 2025, em um cenário em que o mercado de via úmida encerrou o ano abaixo dos níveis observados nos últimos ciclos. A companhia já iniciou a implementação de ações estruturais de reposicionamento comercial e simplificação operacional, refletindo as atuais condições de mercado. 'Entramos em 2026 com um reposicionamento comercial e a otimização de nosso portfólio, priorizando segmentos de maior valor agregado e maior geração de caixa.', aponta a CFO.
Na divisão de Louças e Metais, representada pela marca Deca, a Receita Líquida atingiu R$1,91 bilhão no ano, com EBITDA de R$92 milhões. No 4T25, o EBITDA foi de R$23 milhões, em linha com as expectativas, ponderados os impactos da sazonalidade típica do setor, férias coletivas, manutenção programada dos parques fabris e aumento do custo de matérias primas. Embora o volume de vendas tenha apresentado retração no período, a receita líquida unitária cresceu mais de 20% no comparativo anual, refletindo o foco da companhia em mix de produtos mais rentáveis.
'A variação de volume no período está vinculada à nossa saída do negócio de chuveiros e torneiras elétricas, que comparativamente reduz o volume de forma relevante. Somado a isso, há uma estratégia de melhoria do mix de produtos com foco em produtos de maior valor agregado. Recentes ajustes relativos ao parque fabril da Dexco, que incluem o fechamento da planta de louças na Paraíba e a automação de produção de louças em Jundiaí, já indicam uma melhora no custo operacional da divisão, algo que se evidenciará de forma mais clara durante o ano de 2026', afirma Raffaini.
Gestão estratégica e investimentos
A estratégia de Liability Management foi um pilar central em 2025, assegurando solidez à estrutura de capital e maior previsibilidade para decisões estratégicas. Com a emissão de R$1,5 bilhão em debêntures e R$1,6 bilhão em CPRs, o prazo médio da dívida foi alongado para 5,4 anos, reduzindo significativamente as obrigações de curto prazo e assegurando liquidez financeira para a companhia até o final de 2029.
Com o encerramento do ciclo de investimentos 2021-2025, a Dexco passa a operar ainda mais com disciplina financeira, mentalidade de austeridade em despesas e prioridade em geração de caixa. 'Nosso plano de transformação segue guiando a agenda estratégica da companhia, estruturado em cinco prioridades: desalavancagem financeira com foco em geração de caixa e monetização de ativos; fortalecimento da estratégia go-to-market; turnaround da divisão de Revestimentos; inovação no negócio de madeira com a criação da DNF - Duratex Negócios Florestais; e ganho de competitividade em Louças e Metais por meio de iniciativas industriais e operacionais', destaca Lucianna Raffaini, CFO da Dexco.
Para 2026, ano em que a Dexco celebra 75 anos de história, a companhia mantém como prioridade a geração sustentável de caixa e o avanço da agenda de desalavancagem financeira, com expectativa de demanda sólida em painéis de madeira, continuidade do forte desempenho operacional da LD Celulose e progresso nas iniciativas comerciais e de eficiência operacional', conclui Raffaini.
(Redação - Agência Enfoque)




