ECONOMIA: Balança comercial tem superávit de US$ 4,21 bi em fevereiro
SÃO PAULO, 3/5/26 - A balança comercial registrou superávit de US$ 4,21 bilhões em fevereiro de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta quinta-feira (05/03), o valor foi alcançado com exportações de US$ 26,31 bilhões e importações de US$ 22,10 bilhões.
No acumulado do ano até fevereoro, em comparação a igual período do ano anterior, as exportações cresceram 5,8% e somaram US$ 50,92 bilhões. As importações caíram -7,3% e totalizaram US$ 42,90 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 8,02 bilhões , com crescimento de 329,0%, e a corrente de comércio registrou queda de -0,6%, atingindo US$ 93,82 bilhões.
Exportações
Em Fevereiro/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 6,1% em Agropecuária, que somou US$ 5,14 bilhões; crescimento de 55,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 6,63 bilhões e, por fim, crescimento de 6,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 14,37 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Milho não moído, exceto milho doce ( 8,0%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (33,9%) e Soja (15,5%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (20,9%), Minérios de cobre e seus concentrados (131,2%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 76,5%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (41,8%), Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço ( 89,7%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) ( 71,9%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Trigo e centeio, não moídos (-62,8%), Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (-50,1%) e Algodão em bruto (-10,7%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (-6,4%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (-24,1%) e Linhita e turfa (-25,9%) na Indústria Extrativa ; Sucos de frutas ou de vegetais (-41,7%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-20,5%) e Veículos automóveis de passageiros (-28,7%) na Indústria de Transformação.
Acumulado no Ano
No acumulado Janeiro/Fevereiro 2026, em comparação com igual período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 4,2% em Agropecuária, que somou US$ 8,99 bilhões; crescimento de 16,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 13,44 bilhões e, por fim, crescimento de 1,9% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 28,20 bilhões. A associação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
Esta conjuntura de crescimento nas exportações foi influenciada pelo crescimento das vendas nos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (67,6%), Milho não moído, exceto milho doce (15,4%) e Soja (26,3%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (4,3%), Minérios de cobre e seus concentrados (117,1%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (14,5%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (42,1%), Ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas (35,7%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (87,3%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-49,2%), Café não torrado (-13,8%) e Algodão em bruto (-23,1%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-37,7%), Outros minerais em bruto (-5,3%) e Outros minérios e concentrados dos metais de base (-5,7%) na Indústria Extrativa ; Sucos de frutas ou de vegetais (-38,8%), Açúcares e melaços (-17,3%) e Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-48,9%) na Indústria de Transformação.
Importações
Em Fevereiro/2026, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -20,0% em Agropecuária, que somou US$ 0,42 bilhões; queda de -12,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,83 bilhões e, por fim, queda de -4,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 20,75 bilhões. A combinação destes resultados motivou a queda das importações.
O movimento de queda nas importações foi influenciado pela redução das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos (-65,5%), Milho não moído, exceto milho doce (-70,0%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-48,9%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (-26,3%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (-38,9%) e Gás natural, liquefeito ou não (-50,8%) na Indústria Extrativa ; Inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes (-44,5%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-70,5%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-8,3%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de queda, os seguintes produtos tiveram aumento: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (337,3%), Cacau em bruto ou torrado ( 46,8%) e Soja (149,2%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho ( 68,4%), Linhita e turfa (17,4%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 3,8%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 21,7%), Caldeiras de geradores de vapor, caldeiras de água sobreaquecida, aparelhos auxiliares e suas partes (6.264,9%) e Veículos automóveis de passageiros ( 42,2%) na Indústria de Transformação.
Acumulado no Ano
No acumulado Janeiro/Fevereiro 2026, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: queda de -24,7% em Agropecuária, que somou US$ 0,86 bilhões; retração de -21,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,60 bilhões e queda de -6,1% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 40,19 bilhões. A combinação destes resultados levou a queda do total das importações.
Esta conjuntura de queda nas importações foi influenciada pela queda das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos (-48,9%), Cacau em bruto ou torrado (-24,7%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-48,1%) na Agropecuária; Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-3,3%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-26,8%) e Gás natural, liquefeito ou não (-35,1%) na Indústria Extrativa ; Compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (-20,6%), Inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes (-34,6%) e Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-68,6%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de queda, os seguintes produtos tiveram aumento: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (177%), Centeio, aveia e outros cereais, não moídos (82,1%) e Soja (42,7%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (11,7%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (11,9%) e Linhita e turfa (34,3%) na Indústria Extrativa ; Outros medicamentos, incluindo veterinários (16,4%), Veículos automóveis de passageiros (68,4%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (31,2%) na Indústria de Transformação.
Principais Parceiros Comerciais
Argentina
As exportações para a Argentina, no mês de Fevereiro/2026, caíram -26,5% e somaram US$ 1,06 bilhões. As importações diminuíram -19,2% e totalizaram US$ 0,85 bilhões. Logo, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 0,21 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -23,4% alcançando US$ 1,91 bilhões.
No período acumulado de Janeiro/Fevereiro 2026, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para a Argentina caíram -25,4% e atingiram US$ 1,98 bilhões. As importações caíram -16,6% e chegaram US$ 1,62 bilhões. Com isto, neste período, a balança comercial para este país apresentou saldo positivo de US$ 0,36 bilhões e a corrente de comércio reduziu-se em -21,7% totalizando US$ 3,59 bilhões.
China
As exportações para a China no mês de Fevereiro/2026, cresceram 38,7% e somaram US$ 7,22 bilhões. As importações diminuíram -31,1% e totalizaram US$ 5,49 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 1,73 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -3,6% alcançando US$ 12,71 bilhões.
No período de Janeiro/Fevereiro 2026, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China cresceram 25,7% e atingiram US$ 13,47 bilhões. As importações caíram -19,9% e totalizaram US$ 11,24 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial apresentou superávit de US$ 2,23 bilhões e a corrente de comércio reduziu-se em -0,1% somando US$ 24,71 bilhões.
Estados Unidos
As exportações para os Estados Unidos, em Fevereiro/2026, caíram -20,3% e somaram US$ 2,52 bilhões. As importações diminuíram -16,5% e chegaram a US$ 2,79 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial resultou num déficit de US$ -0,26 bilhões e a corrente de comércio registrou queda de -18,4% alcançando US$ 5,31 bilhões.
No acumulado de Janeiro/Fevereiro 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os Estados Unidos caíram -23,2% e atingiram US$ 4,91 bilhões. As importações caíram -13,7% e totalizaram US$ 5,85 bilhões. Dessa forma, neste período, a balança comercial para este país apresentou déficit de US$ -0,95 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -18,3% chegando a US$ 10,76 bilhões.
União Europeia
As vendas para a União Europeia, cresceram 34,7% e chegaram US$ 4,23 bilhões. As importações diminuíram -10,8% e totalizaram US$ 3,30 bilhões. Assim, a balança comercial com este bloco resultou num superávit de US$ 0,93 bilhões e a corrente de comércio aumentou 10,1% alcançando US$ 7,53 bilhões.
No período acumulado de Janeiro/Fevereiro 2026, em relação a igual período do ano anterior, as exportações para a União Europeia cresceram 10,3% e atingiram US$ 8,08 bilhões. As importações caíram -11,1% e totalizaram US$ 6,92 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial com este bloco comercial apresentou superávit de US$ 1,16 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -0,7% somando US$ 15,00 bilhões.
(Redação - Agência Enfoque)




