ECONOMIA: Balança comercial tem superávit de US$ 6,40 bi em março
SÃO PAULO, 4/7/26 - A balança comercial registrou superávit de US$ 6,40 bilhões em março de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta terça-feira (07/04), o valor foi alcançado com exportações de US$ 31,60 bilhões e importações de US$ 25,20 bilhões.
No acumulado do ano, em comparação a igual período do ano anterior, as exportações cresceram 7,1% e somaram US$ 82,34 bilhões. As importações cresceram 1,3% e totalizaram US$ 68,16 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 14,17 bilhões , com crescimento de 47,6%, e a corrente de comércio registrou aumento de 4,4%, atingindo US$ 150,50 bilhões.
Exportações
Em Março/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 1,1% em Agropecuária, que somou US$ 8,26 bilhões; crescimento de 36,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 7,36 bilhões e, por fim, crescimento de 5,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 15,82 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos ( 49,4%), Soja ( 4,3%) e Algodão em bruto ( 33,6%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (55,9%), Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 66,8%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 70,4%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (29,0%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 30,0%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) ( 92,7%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Mel natural (-60,2%), Café não torrado (-30,5%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (-21,3%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-1,4%), Minérios de níquel e seus concentrados ( -100,0%) e Minérios de alumínio e seus concentrados (-29,2%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-24,7%), Celulose (-14,3%) e Torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes (-80,8%) na Indústria de Transformação.
Acumulado no Ano
No acumulado Janeiro/Março 2026, em comparação com igual período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 2,4% em Agropecuária, que somou US$ 17,21 bilhões; crescimento de 22,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 20,82 bilhões e, por fim, crescimento de 2,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 43,86 bilhões. A associação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
Esta conjuntura de crescimento nas exportações foi influenciada pelo crescimento das vendas nos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (60,2%), Milho não moído, exceto milho doce (14,2%) e Soja (11,4%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (2,4%), Minérios de cobre e seus concentrados (65,7%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (31%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (37,3%), Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (66,2%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (89,2%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-27,8%), Café não torrado (-20,1%) e Algodão em bruto (-8,8%) na Agropecuária; Pirites de ferro não torrados (-47,3%), Minérios de alumínio e seus concentrados (-8,9%) e Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-9,9%) na Indústria Extrativa ; Sucos de frutas ou de vegetais (-34,9%), Açúcares e melaços (-19,1%) e Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-45,7%) na Indústria de Transformação.
Importações
Em Março/2026, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -10,2% em Agropecuária, que somou US$ 0,52 bilhões; crescimento de 24,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,17 bilhões e, por fim, crescimento de 20,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 23,35 bilhões. A combinação destes resultados motivou ao aumento das importações.
O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado ( 28,9%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (26,6%) e Soja (782,0%) na Agropecuária; Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 33,7%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (59,9%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 19,4%) na Indústria Extrativa ; Outros medicamentos, incluindo veterinários (72,2%), Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (61,0%) e Veículos automóveis de passageiros (204,2%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-25,1%), Milho não moído, exceto milho doce (-31,0%) e Cacau em bruto ou torrado (-100,0%) na Agropecuária ; Produtos laminados planos, de ligas de aço (-61,7%), Caldeiras de geradores de vapor, caldeiras de água sobreaquecida, aparelhos auxiliares e suas partes ( -64,6%) e Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-76,8%) na Indústria de Transformação.
Acumulado no Ano
No acumulado Janeiro/Março 2026, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: queda de -19,9% em Agropecuária, que somou US$ 1,38 bilhões; retração de -7,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,77 bilhões e crescimento de 2,3% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 63,54 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das importações.
Esta conjuntura de crescimento nas importações foi influenciada pelo crescimento das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (5,4%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (3,8%) e Soja (170,2%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (14,3%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (21%) e Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (11,9%) na Indústria Extrativa ; Outros medicamentos, incluindo veterinários (35,5%), Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (23,8%) e Veículos automóveis de passageiros (116,9%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-40,9%), Cacau em bruto ou torrado (-53,4%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-38,7%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (-17,5%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-10,4%) e Gás natural, liquefeito ou não (-24,3%) na Indústria Extrativa ; Propano e butano liquefeito (-62%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-71,5%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-7,2%) na Indústria de Transformação.
Principais Parceiros Comerciais
Argentina
As exportações para a Argentina, no mês de Março/2026, caíram -5,9% e somaram US$ 1,47 bilhões. As importações aumentaram 13,1% e totalizaram US$ 1,13 bilhões. Logo, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 0,34 bilhões e a corrente de comércio aumentou 1,5% alcançando US$ 2,60 bilhões.
No período acumulado de Janeiro/Março 2026, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para a Argentina caíram -18,1% e atingiram US$ 3,45 bilhões. As importações caíram -6,5% e chegaram US$ 2,74 bilhões. Com isto, neste período, a balança comercial para este país apresentou saldo positivo de US$ 0,70 bilhões e a corrente de comércio reduziu-se em -13,4% totalizando US$ 6,19 bilhões.
China
As exportações para a China no mês de Março/2026, cresceram 17,8% e somaram US$ 10,49 bilhões. As importações aumentaram 32,9% e totalizaram US$ 6,66 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 3,83 bilhões e a corrente de comércio aumentou 23,3% alcançando US$ 17,15 bilhões.
No período de Janeiro/Março 2026, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China cresceram 21,7% e atingiram US$ 23,89 bilhões. As importações caíram -6,0% e totalizaram US$ 17,91 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial apresentou superávit de US$ 5,98 bilhões e a corrente de comércio expandiu-se em 8,1% somando US$ 41,80 bilhões.
Estados Unidos
As exportações para os Estados Unidos, em Março/2026, caíram -9,1% e somaram US$ 2,89 bilhões. As importações diminuíram -6,3% e chegaram a US$ 3,31 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial resultou num déficit de US$ -0,42 bilhões e a corrente de comércio registrou queda de -7,6% alcançando US$ 6,21 bilhões.
No acumulado de Janeiro/Março 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os Estados Unidos caíram -18,7% e atingiram US$ 7,78 bilhões. As importações caíram -11,1% e totalizaram US$ 9,17 bilhões. Dessa forma, neste período, a balança comercial para este país apresentou déficit de US$ -1,39 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -14,8% chegando a US$ 16,95 bilhões.
União Europeia
As vendas para a União Europeia, cresceram 7,3% e chegaram US$ 4,11 bilhões. As importações aumentaram 14,9% e totalizaram US$ 4,69 bilhões. Assim, a balança comercial com este bloco resultou num déficit de US$ -0,58 bilhões e a corrente de comércio aumentou 11,3% alcançando US$ 8,80 bilhões.
No período acumulado de Janeiro/Março 2026, em relação a igual período do ano anterior, as exportações para a União Europeia cresceram 9,7% e atingiram US$ 12,23 bilhões. As importações caíram -2,2% e totalizaram US$ 11,61 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial com este bloco comercial apresentou superávit de US$ 0,62 bilhões e a corrente de comércio aumentou 3,6% somando US$ 23,84 bilhões.
(Redação - Agência Enfoque)




