ECONOMIA: Balança comercial tem superávit de US$ 10,54 bi em abril
SÃO PAULO, 5/7/26 - A balança comercial registrou superávit de US$ 10,54 bilhões em abril de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta quinta-feira (07/05), o valor foi alcançado com exportações de US$ 34,15 bilhões e importações de US$ 23,61 bilhões.
No acumulado do ano até abril, em comparação a igual período do ano anterior, a balança comercial apresentou superávit de US$ 24,78 bilhões, com exportações de US$ 116,55 bilhões e importações de US$ 91,77 bilhões.
Exportações
Em Abril/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 16,1% em Agropecuária, que somou US$ 9,23 bilhões; crescimento de 17,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 8,28 bilhões e, por fim, crescimento de 11,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 16,44 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (148,4%), Soja (18,8%) e Algodão em bruto ( 43,7%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (19,5%), Minérios de cobre e seus concentrados ( 55,0%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 10,6%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (29,4%), Bombas, centrífugas, compressores de ar, ventiladores, exaustores, aparelhos de filtrar ou depurar e suas partes (321,5%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) ( 75,9%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Trigo e centeio, não moídos (-68,4%), Arroz com casca, paddy ou em bruto (-99,8%) e Café não torrado (-14,2%) na Agropecuária; Minérios de alumínio e seus concentrados (-22,9%) e Linhita e turfa (-28,1%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-39,0%), Tubos e perfis ocos, e acessórios para tubos, de ferro ou aço (-74,1%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-36,1%) na Indústria de Transformação.
Acumulado no Ano
No acumulado do ano, em comparação com igual período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 6,6% em Agropecuária, que somou US$ 26,39 bilhões; crescimento de 22,2% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 29,33 bilhões e, por fim, crescimento de 4,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 60,18 bilhões. A associação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
Esta conjuntura de crescimento nas exportações foi influenciada pelo crescimento das vendas nos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (76,7%), Milho não moído, exceto milho doce (18,4%) e Soja (14,3%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (6,7%), Minérios de cobre e seus concentrados (62,1%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (26,3%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (35%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (242,9%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (85,5%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-31,4%), Café não torrado (-18,6%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (-24,1%) na Agropecuária; Minérios de alumínio e seus concentrados (-13,1%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-10%) e Linhita e turfa (-0,7%) na Indústria Extrativa ; Sucos de frutas ou de vegetais (-34,7%), Açúcares e melaços (-23,5%) e Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-41,6%) na Indústria de Transformação.
Importações
Em Abril/2026, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -25,8% em Agropecuária, que somou US$ 0,42 bilhões; crescimento de 0,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,09 bilhões e, por fim, crescimento de 7,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 21,93 bilhões. A combinação destes resultados motivou ao aumento das importações.
O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado ( 11,1%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas ( 8,9%) e Soja (165,3%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto ( 3,6%), Linhita e turfa (147,9%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 26,4%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 37,3%), Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores ( 27,3%) e Veículos automóveis de passageiros (109,9%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-13,2%), Cevada, não moída (-81,2%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-25,5%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-76,3%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (-42,4%) e Gás natural, liquefeito ou não (-40,9%) na Indústria Extrativa ; Medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (-15,0%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-74,2%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-40,8%) na Indústria de Transformação.
Acumulado no Ano
No acumulado do ano até abril, quando comparado com o mesmo período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: queda de -21,4% em Agropecuária, que somou US$ 1,80 bilhões; retração de -5,3% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 3,86 bilhões e crescimento de 3,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 85,49 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das importações.
Esta conjuntura de crescimento nas importações foi influenciada pelo crescimento das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (6,8%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (5,1%) e Soja (168,9%) na Agropecuária; Outros minérios e concentrados dos metais de base (2,4%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (5,9%) e Linhita e turfa (53,7%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (14%), Outros medicamentos, incluindo veterinários (32%) e Veículos automóveis de passageiros (114,3%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos (-35,2%), Cacau em bruto ou torrado (-65,8%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-35,3%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-38,2%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-1,8%) e Gás natural, liquefeito ou não (-28,8%) na Indústria Extrativa ; Produtos laminados planos, de ligas de aço (-44,2%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-72,1%) e Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (-7,3%) na Indústria de Transformação.
Principais Parceiros Comerciais
Argentina
As exportações para a Argentina, no mês de Abril/2026, caíram -18,5% e somaram US$ 1,30 bilhões. As importações aumentaram 21,2% e totalizaram US$ 1,18 bilhões. Logo, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 0,12 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -3,4% alcançando US$ 2,48 bilhões.
No período acumulado de Janeiro/Abril 2026, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para a Argentina caíram -18,4% e atingiram US$ 4,74 bilhões. As importações cresceram 0,4% e chegaram US$ 3,92 bilhões. Com isto, neste período, a balança comercial para este país apresentou saldo positivo de US$ 0,81 bilhões e a corrente de comércio reduziu-se em -10,9% totalizando US$ 8,66 bilhões.
China
As exportações para a China no mês de Abril/2026, cresceram 32,5% e somaram US$ 11,61 bilhões. As importações aumentaram 20,7% e totalizaram US$ 6,05 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 5,56 bilhões e a corrente de comércio aumentou 28,2% alcançando US$ 17,66 bilhões.
No período de Janeiro/Abril 2026, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China cresceram 25,4% e atingiram US$ 35,61 bilhões. As importações caíram -0,4% e totalizaram US$ 23,96 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial apresentou superávit de US$ 11,65 bilhões e a corrente de comércio expandiu-se em 13,6% somando US$ 59,57 bilhões.
Estados Unidos
As exportações para os Estados Unidos, em Abril/2026, caíram -11,3% e somaram US$ 3,12 bilhões. As importações diminuíram -18,1% e chegaram a US$ 3,10 bilhões. Assim, a balança comercial com este parceiro comercial resultou num superávit de US$ 0,02 bilhões e a corrente de comércio registrou queda de -14,8% alcançando US$ 6,22 bilhões.
No acumulado de Janeiro/Abril 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os Estados Unidos caíram -16,7% e atingiram US$ 10,90 bilhões. As importações caíram -13,0% e totalizaram US$ 12,27 bilhões. Dessa forma, neste período, a balança comercial para este país apresentou déficit de US$ -1,36 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -14,8% chegando a US$ 23,17 bilhões.
União Europeia
As vendas para a União Europeia, caíram -1,7% e chegaram US$ 4,70 bilhões. As importações diminuíram -3,1% e totalizaram US$ 3,94 bilhões. Assim, a balança comercial com este bloco resultou num superávit de US$ 0,76 bilhões e a corrente de comércio diminuiu -2,3% alcançando US$ 8,64 bilhões.
No período acumulado de Janeiro/Abril 2026, em relação a igual período do ano anterior, as exportações para a União Europeia cresceram 6,5% e atingiram US$ 16,97 bilhões. As importações caíram -2,4% e totalizaram US$ 15,55 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial com este bloco comercial apresentou superávit de US$ 1,43 bilhões e a corrente de comércio aumentou 2,1% somando US$ 32,52 bilhões.
(Redação - Agência Enfoque)




