INDÚSTRIA: Produção industrial cresce 1,3% no 1T26, ante o 1T25
SÃO PAULO, 5/7/26 - Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, assinalou avanço de 1,3%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 10 dos 25 ramos, 26 dos 80 grupos e 44,0% dos 789 produtos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências positivas foram registradas por indústrias extrativas (8,7%), produtos alimentícios (2,6%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (14,3%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,1%), impulsionadas, em grande medida, pela maior produção dos itens óleos brutos de petróleo, minérios de ferro e gás natural, na primeira; sucos concentrados de laranja, carnes e miudezas de aves congeladas, carnes de suínos congeladas, frescas ou refrigeradas, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, óleo de soja refinado, sorvetes e picolés, rações e sucos concentrados de frutas, na segunda; medicamentos, na terceira; e álcool etílico, óleo diesel, naftas e óleos combustíveis, na quarta. Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (2,2%) e de bebidas (3,3%).
Todavia, ainda na comparação com janeiro-março de 2025, entre as quinze atividades que apontaram redução na produção, a de máquinas e equipamentos (-9,4%) exerceu o maior impacto na formação da média da indústria, pressionada, em grande medida, pela menor produção dos itens aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo 'split system'), máquinas ou aparelhos para o setor agrícola, bombas centrífugas, motoniveladores, válvulas de expansão de segurança redutoras de pressão, aparelhos elevadores ou transportadores para mercadorias, centros de usinagem para trabalhar metais, ventiladores e coifas para uso industrial, silos metálicos para cereais e compressores usados em aparelhos de refrigeração. Outros impactos negativos importantes foram assinalados pelos ramos de produtos químicos (-2,5%), produtos de metal (-4,0%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-6,5%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-6,6%) e celulose, papel e produtos de papel (-2,5%).
Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os três primeiros meses de 2026 mostrou maior dinamismo para os segmentos de bens de consumo semi e não duráveis (1,8%), bens intermediários (1,7%) e bens de consumo duráveis (1,6%), impulsionados, principalmente, pela expansão na produção de medicamentos e álcool etílico, no primeiro; óleos brutos de petróleo, minérios de ferro e gás natural, no segundo; e automóveis (11,1%), no terceiro. Não obstante, o setor produtor de bens de capital (-6,3%) assinalou a única taxa negativa no indicador acumulado do primeiro trimestre do ano, pressionado, em grande medida, pela menor produção de bens de capital para fins industriais (-5,3%), de uso misto (-14,2%), agrícolas (-13,9%) e para equipamentos de transporte (-2,1%).
(Redação - Agência Enfoque)




