CAPITAL ABERTO: BR Partners fecha 1T26 com crescimento de receitas

13:28:13 - 08/05/2026 -

SÃO PAULO, 5/8/26 - O BR Partners encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento das receitas e avanço das principais verticais de negócios, em um período marcado por maior volatilidade geopolítica e incertezas macroeconômicas.

O faturamento com clientes atingiu R$ 106,7 milhões no trimestre, alta de 0,9% em relação ao quarto trimestre de 2025 e crescimento de 7,7% na comparação anual. Já a receita total somou R$ 134,8 milhões, avançando tanto na base trimestral quanto anual, refletindo a consistência das receitas recorrentes e a contribuição crescente das verticais menos cíclicas da companhia.

Desde o período pré-IPO, em 2020, o banco vem consolidando uma estratégia de diversificação do faturamento. Enquanto o lucro de Investment Banking cresceu cerca de 10% no período, os negócios não cíclicos avançaram aproximadamente 332%, impulsionando um crescimento total de 142% da receita da companhia desde então. No acumulado entre 2020 e o 1T26 LTM, os negócios não cíclicos apresentaram CAGR de 27,6%, acima do crescimento médio anual consolidado, de 15,9%.

O lucro líquido do trimestre foi de R$ 37,7 milhões, com margem líquida de 28% e retorno sobre patrimônio médio (ROAE) de 19,1%. O resultado foi impactado principalmente pelo aumento das despesas com pessoal, movimento que, segundo o banco, reflete uma decisão estratégica e deliberada de fortalecimento das equipes e expansão das linhas de negócios. Já o ROAE trimestral atingiu 19,1%, patamar um pouco abaixo dos últimos trimestres.

'O investimento em pessoas é hoje o principal diferencial competitivo do BR Partners. Estamos reforçando nossos times e ampliando a nossa capacidade operacional, sempre olhando para a competitividade da companhia no longo prazo', afirma Vinicius Carmona, sócio e diretor de Relações com Investidores do banco.

O índice de eficiência ficou em 56% no trimestre, influenciado principalmente pelo índice de remuneração, que atingiu 30%.

Ao final de março, o BR Partners contava com 206 colaboradores, crescimento relevante em relação ao trimestre anterior, impulsionado principalmente pelas contratações na base da organização. Atualmente, os profissionais de nível júnior e intermediário representam 76% da força de trabalho do banco.

'Acreditamos que investir na base é fundamental para desenvolver talentos alinhados à cultura da companhia e construir relacionamentos duradouros com clientes desde o início da carreira', explica Vinicius.

A estratégia de formação interna de lideranças também vem ganhando destaque. Hoje, 60% dos diretores e managing directors (MDs) do BR Partners foram promovidos internamente ao longo dos 16 anos da instituição.

Destaques operacionais

No trimestre, o banco anunciou sete transações de M&A e reestruturação, movimentando R$ 6,2 bilhões em volume divulgado. O ambiente de fusões e aquisições seguiu apresentando sinais de recuperação, com 18 transações anunciadas entre o final de 2025 e o início de 2026.

'Do ponto de vista setorial, seguimos com uma boa diversificação, com destaque para Telecom com cerca de 29% das transações realizadas, seguido por Serviços Financeiros e Logística, com 17%', explica Carmona.

Apesar da melhora gradual, o banco destaca que as incertezas macroeconômicas, marcadas por inflação persistente e juros elevados ao longo de 2026, aumentaram o risco de execução e conversão do pipeline de operações, levando ao adiamento de algumas transações.

Por outro lado, o cenário de juros mais altos vem fortalecendo a demanda pela área de Capital Solutions, focada em reestruturações, que conquistou mandatos relevantes no início do ano e mantém perspectivas positivas para os próximos trimestres.

No Mercado de Capitais, o BR Partners realizou 19 emissões de dívida no trimestre, totalizando R$ 2,4 bilhões em operações. Embora o mercado tenha se tornado mais seletivo diante da deterioração do cenário de crédito corporativo, o volume segue acima da média dos últimos 12 meses.

As receitas das áreas de Investment Banking e Mercado de Capitais somaram R$ 84,1 milhões no 1T26, praticamente estáveis em relação ao trimestre anterior e com crescimento anual de 7,1%.

Já a área de Treasury Sales & Structuring registrou receita de R$ 18,6 milhões, crescimento de 10,4% frente ao quarto trimestre de 2025 e alta de 7,9% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pela maior demanda por operações de hedge em moedas, commodities e juros em meio ao cenário geopolítico mais volátil.

Na vertical de Wealth Management, o banco encerrou o trimestre com R$ 6,1 bilhões em ativos sob assessoria, mantendo trajetória consistente de crescimento da base de clientes, mesmo com impactos pontuais da variação cambial no período.
(Redação - Agência Enfoque)

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