ECONOMIA: Balança comercial ter superávit de US$ 1,80 bi na 1ª semana

16:46:17 - 09/03/2026 -

SÃO PAULO, 3/9/26 - A balança comercial registrou superávit de US$ 1,80 bilhão na primeira semana de março de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta segunda-feira (09/03), o valor foi alcançado com exportações de US$ 7,31 bilhões e importações de US$ 5,50 bilhões.

No acumulado do ano até a primeira semana de março, em comparação com o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 5,0% e somaram US$ 58,23 bilhões. As importações caíram -0,3% e totalizaram US$ 48,40 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 9,83 bilhões , com crescimento de 41,8%, e a corrente de comércio registrou aumento de 2,5%, atingindo US$ 106,63 bilhões.

Exportações

Até a primeira semana de março, o desempenho dos setores foi o seguinte: queda de -8,5% em Agropecuária, que somou US$ 1,97 bilhões; crescimento de 4,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,49 bilhões e, por fim, queda de -3,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 3,81 bilhões. A combinação destes resultados levou a queda do total das exportações.

A retração das exportações foi puxada, principalmente, pela queda nas vendas dos seguintes produtos: Café não torrado (-28,9%), Especiarias (-51,5%) e Soja (-9,7%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados (-20,0%), Minérios de cobre e seus concentrados ( -7,4%) e Minérios de níquel e seus concentrados ( -99,9%) na Indústria Extrativa ; Sucos de frutas ou de vegetais (-72,5%), Açúcares e melaços (-28,2%) e Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (-59,0%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de queda, os seguintes produtos registraram aumento nas vendas: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (171,3%), Milho não moído, exceto milho doce (31,6%) e Algodão em bruto ( 29,0%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (49,0%), Outros minerais em bruto (213,7%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (22,8%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (22,9%), Veículos automóveis de passageiros ( 51,3%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (185,4%) na Indústria de Transformação.

Importações
Já o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -23,3% em Agropecuária, que somou US$ 0,12 bilhões; crescimento de 19,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,30 bilhões e, por fim, queda de -0,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 5,07 bilhões. A combinação destes resultados motivou a queda das importações.

O movimento de queda nas importações foi influenciado pela redução das compras dos seguintes produtos: Cevada, não moída (-93,7%), Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-13,6%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-41,8%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (-62,9%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (-61,1%) e Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-8,5%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-30,9%), Cobre (-41,0%) e Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-80,1%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de queda, os seguintes produtos tiveram aumento: Tabaco em bruto (112,3%), Soja (446,0%) e Matérias vegetais em bruto ( 29,4%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) ( 65,8%), Outros minerais em bruto ( 19,5%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 56,7%) na Indústria Extrativa ; Outros medicamentos, incluindo veterinários (37,1%), Geradores elétricos giratórios e suas partes (407,0%) e Veículos automóveis de passageiros (125,6%) na Indústria de Transformação.
(Redação - Agência Enfoque)

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