COMÉRCIO: Atividade do comércio ficou estável em fevereiro, diz Serasa
SÃO PAULO, 4/9/26 - O Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, ficou estável em fevereiro de 2026 (0,0%) na comparação com o mês anterior. O resultado reflete a estabilidade na maior parte dos segmentos, como 'Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática' (0,1%) e 'Veículos, Motos e Peças' (0,5%), além de leve retração em 'Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas' (-0,2%). Apesar de alguns setores registrarem crescimento mais expressivo, como 'Material de Construção' (2,1%) e 'Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios' (1,6%), esses avanços não foram suficientes para alterar o resultado agregado.
Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o resultado reflete um equilíbrio entre os segmentos do varejo. 'A leitura do mês mostra um comportamento mais homogêneo entre as atividades, com variações de baixa magnitude, o que contribui para a estabilidade do indicador. Esse movimento ocorre em um ambiente ainda marcado por crédito mais restrito e renda pressionada, limitando avanços mais expressivos do consumo', afirma.
Variação anual recuou 0,5%
Na comparação entre fevereiro de 2026 e o mesmo mês de 2025, a atividade do comércio apresentou retração de 0,5%.
Entre os segmentos, 'Veículos, Motos e Peças' apresentou o maior crescimento interanual, com alta de 4,8%, seguido por 'Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática' (3,9%). Também avançaram 'Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios' (2,2%) e 'Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas' (2,1%). Por outro lado, 'Combustíveis e Lubrificantes' registrou a maior retração (-2,3%), seguido por 'Material de Construção' (-0,3%).
Camila reforça que os dados na comparação anual indicam perda de fôlego do comércio. 'A atividade do comércio já não apresenta apenas uma desaceleração no comparativo anual nos últimos meses; os dados agora indicam retração, sinalizando uma perda mais clara de fôlego do consumo das famílias. Esse movimento está diretamente relacionado ao aumento do endividamento, que tem avançado de forma mais intensa nas faixas de renda mais baixas. Esse cenário ajuda a explicar a perda de dinamismo do varejo, mesmo em um contexto ainda sustentado por um mercado de trabalho resiliente', conclui.
(Redação - Agência Enfoque)




