EUA: CPI dos EUA avança 0,9% em março
SÃO PAULO, 4/10/26 - O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos avançou 0,9% em março, segundo dados com ajustes sazonais divulgados nesta sexta-feira (10/04), pelo Departamento do Trabalho. Na comparação anual, o CPI subiu 3,3% em março.
O núcleo do CPI dos Estados Unidos, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu 0,2% em março. Na comparação anual, o núcleo do CPI avançou 2,6% em março.
"Os dados de inflação dos Estados Unidos aceleraram bastante, 0,9% na comparação mensal, levando a inflação anual para 3,3%, de 2,4%. Lembrando que a meta por lá é 2%. Já era esperado, a gente sabe que o reajuste na bomba de gasolina, nos postos, é quase que imediato nos Estados Unidos e em outras partes do mundo. Então, diante disso, o preço da gasolina subiu 21% no mês de março, preço de energia mais de 10% ao longo do mês de março. Mas, assim como sobe muito rápido, também no mês de abril, se as coisas normalizarem um pouco, ele vai reduzir de forma mais relevante. É claro que isso tem efeito em outros itens, como a gente está vendo em alimentos, que subiram bastante também, mas acredito que, para o Banco Central americano, vai ser bem relativo. Eles vão olhar isso e interpretar o que está acontecendo, se o conflito vai dispersar, se os preços de energia estão indo para patamares menores ou se são preços um pouco mais duradouros. Eles não vão mudar a sua decisão de juros só com base em março", comentou Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.
"Acredito que, com o acordo, a negociação, que vai durar as próximas semanas, deve ser postergada, ou seja, já distensionou bastante. Imagino que eles vão preferir aguardar. O mercado já não esperava mudanças na taxa de juros, praticamente, ao longo do semestre. E aí, ao longo do segundo semestre, se as coisas normalizarem, eles voltam a discutir cortes de juros, com um grande ponto novo, que vai ser o Kevin Walsh, o novo presidente do Fed, que vai mudar a pauta, com certeza, da discussão. Então, eu entendo que é uma inflação muito projetada, muito esperada pelo mercado, até por tudo que a gente viveu ao longo do mês de março", complementou Gustavo.
(Redação - Agência Enfoque)




