EUA: CPI dos EUA acumula 4,2% em 12 meses até maio

11:06:47 - 10/06/2026 -

SÃO PAULO, 6/10/26 - O CPI de maio de 2026 registrou alta mensal de 0,5%, em linha com as expectativas de mercado. O núcleo veio abaixo do esperado, com variação de 0,2% (contra projeção de 0,3%). O principal vetor da alta do índice cheio foi novamente a energia (+3,9%), que respondeu por mais de 60% do avanço mensal, com a gasolina subindo 7,0% no mês. A habitação avançou 0,3%, e os alimentos contribuíram de forma mais modesta (+0,2%).

O destaque positivo foi o núcleo, que desacelerou de 0,4% (abr/26) para 0,2% em maio, com serviços menos energia avançando 0,3% e os serviços de transporte recuando 0,6%, uma reversão relevante após meses de pressão. No campo dos bens, veículos novos (-0,3%) e produtos de saúde (-0,7%) também contribuíram para arrefecer o índice subjacente.

No acumulado de 12 meses, o CPI avançou de 3,8% (abr/26) para 4,2% (mai/26), movimento em boa parte explicado pelo componente de energia, que acumula alta de 23,5% no ano. O núcleo, por sua vez, acelerou marginalmente de 2,8% para 2,9% no mesmo período. O dado de maio oferece ao Fed um sinal mais benigno na inflação subjacente, mas o cenário geral segue desafiador: a autoridade monetária enfrenta choques inflacionários simultâneos provenientes das tarifas, dos custos de energia e do boom de investimentos em inteligência artificial. Com o FOMC já dividido na última reunião, o Fed de Kevin Warsh, que assume o comando na reunião da próxima semana, deve manter o tom de cautela e ter pouco espaço para sinalizar cortes no horizonte próximo, comentou Vitor Kayo, economista da Nomad.
(Redação - Agência Enfoque)

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