ECONOMIA: Balança comercial tem superávit de US$1,81 bi na 1ª semana

16:38:11 - 10/11/2025 -

SÃO PAULO, 11/10/25 - A balança comercial registrou superávit de US$ 1,81 bilhões na primeira semana de novembro, com crescimento de 2,0%, divulgou nesta segunda-feira (10) a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). As exportações cresceram 6,4% e somaram US$ 7,80 bilhões e as importações cresceram 7,9% e totalizaram US$ 5,99 bilhões.

No acumulado do ano até a primeira de novembro, em comparação ao mesmo período de 2024, as exportações cresceram 2,4% e somaram US$ 297,53 bilhões. As importações cresceram 7,8% e totalizaram US$ 243,33 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 54,21 bilhões, com queda de -16,3%.

Exportações

Até a 1º Semana de Novembro/2025, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 42,2% em Agropecuária, que somou US$ 1,68 bilhões; queda de -22,7% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 1,54 bilhões e, por fim, crescimento de 10,7% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 4,55 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.

A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Café não torrado ( 45,1%), Soja ( 73,7%) e Algodão em bruto ( 74,6%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados ( 10,5%), Minérios de cobre e seus concentrados ( 10,6%) e Outros minérios e concentrados dos metais de base (185,9%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (89,4%), Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (231,2%) e Instalações e equipamentos de engenharia civil e contrutores, e suas partes (140,6%) na Indústria de Transformação.

Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (-81,1%), Arroz com casca, paddy ou em bruto ( -100,0%) e Milho não moído, exceto milho doce ( -3,5%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-86,0%), Minérios de alumínio e seus concentrados (-33,4%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-47,4%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-37,7%), Farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (-31,1%) e Celulose (-24,1%) na Indústria de Transformação.

Importações

Até a 1º Semana de Novembro/2025, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -5,2% em Agropecuária, que somou US$ 0,11 bilhões; crescimento de 11,5% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,35 bilhões e, por fim, crescimento de 8,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 5,50 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos ( 10,2%), Soja ( 3.505,6%) e Matérias vegetais em bruto ( 41,4%) na Agropecuária; Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 37,4%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 14,2%) e Gás natural, liquefeito ou não ( 43,5%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 59,7%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (37,2%) e Máquinas de processamento automático de dados e suas unidades, para registrar dados, leitores magnéticos ou óticos (440,3%) na Indústria de Transformação.

Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Cevada, não moída (-98,7%), Milho não moído, exceto milho doce (-21,2%) e Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-30,6%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-30,4%), Outros minerais em bruto (-40,8%) e Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-37,4%) na Indústria Extrativa ; Adubos ou fertilizantes químicos (exceto fertilizantes brutos) (-27,2%), Geradores elétricos giratórios e suas partes (-49,0%) e Veículos automóveis de passageiros (-46,5%) na Indústria de Transformação.
(Redação - Agência Enfoque)

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