SERVIÇOS: Volume de serviços avança 1,2% em abril, aponta IBGE
SÃO PAULO, 6/11/26 - Em abril de 2026, o volume de serviços no Brasil avançou 1,2% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, após ter registrado queda (-1,1%) em março, divulgou nesta quinta-feira (11/06) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessa forma, o setor de serviços se encontra 19,9% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e fica, em abril de 2026, 0,3% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Frente a abril de 2025, o volume de serviços cresceu 1,9%, seu 25º resultado positivo consecutivo. O acumulado de janeiro a abril deste ano foi de 2,2%, frente a igual período de 2025. O acumulado nos últimos doze meses foi a 2,9%, mantendo o ritmo de expansão frente ao observado em março (2,9%).
O avanço do volume de serviços (1,2%), observado na passagem de março para abril de 2026, foi acompanhado por todas as cinco atividades de divulgação investigadas, com destaque para os transportes (0,9%), que recuperou parte da perda observada em março (-1,6%). Os demais avanços do mês vieram dos outros serviços (2,2%), de informação e comunicação (0,5%), dos serviços prestados às famílias (1,4%) e dos serviços profissionais, administrativos e complementares (0,4%), com o primeiro setor recuperando-se da perda de 2,1% verificada nos últimos dois meses; o segundo recobrando quase a totalidade do recuo de 0,6% observado no mês anterior; o terceiro assinalando o avanço mais intenso desde março de 2025 (2,5%); e o último apontando um ligeiro acréscimo (0,4%) após registrar quatro resultados negativos seguidos, período em que acumulou uma perda de 2,1%.
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total do volume de serviços mostrou estabilidade (0,0%) no trimestre encerrado em abril de 2026 frente ao nível do trimestre imediatamente anterior. Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, duas das cinco atividades mostraram comportamento positivo, com destaque para os serviços prestados às famílias (0,5%), seguidos por informação e comunicação (0,3%). Em sentido oposto, os serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,3%) e os transportes (-0,1%) mostraram os recuos neste tipo de indicador. Os outros serviços (0,0%), por sua vez, ficaram estáveis em abril.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços apontou expansão de 1,9% em abril de 2026, vigésimo quinto resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por quatro das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 51,8% dos 166 tipos de serviços investigados.
Entre os setores, o de informação e comunicação (6,3%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita em desenvolvimento e licenciamento de softwares; consultoria em tecnologia da informação; tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; e telecomunicações. Os demais avanços vieram dos outros serviços (3,4%); dos serviços profissionais, administrativos e complementares (1,2%); e dos serviços prestados às famílias (2,7%), explicados, em grande parte, pela maior receita vinda de corretoras de títulos e valores mobiliários; atividades auxiliares dos seguros, da previdência complementar e dos planos de saúde; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; e coleta de resíduos não perigosos de origem doméstica, urbana ou industrial, no primeiro ramo; de atividades jurídicas; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; agenciamento de espaços de publicidade; atividades de cobranças e informações cadastrais; e limpeza em prédios e em domicílios, no segundo; e de serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada; e restaurantes, no último. Em sentido oposto, os transportes (-1,4%) exerceram o único impacto negativo, pressionados, em grande medida, pela menor receita vinda do transporte aéreo de passageiros; do transporte dutoviário; logística de cargas; navegação interior de carga; e atividades de correio.
No índice acumulado de janeiro a abril de 2026, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços apresentou expansão de 2,2%, com quatro das cinco atividades de divulgação apontando taxas positivas e crescimento em 47,6% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, a contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de informação e comunicação (6,4%), impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de consultoria em tecnologia da informação; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; e telecomunicações.
Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (1,6%); dos serviços prestados às famílias (1,9%); e dos outros serviços (1,2%), explicados, sobretudo, pelo aumento na receita das empresas que atuam com atividades jurídicas; intermediação de negócios em geral por meio de aplicativos ou de plataformas de e-commerce; agenciamento de espaços de publicidade; limpeza em prédios e em domicílios; e locação de mão de obra temporária, no primeiro setor; serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada; restaurantes; e produção e promoção de eventos esportivos, no segundo; e corretoras de títulos e valores mobiliários; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; atividades auxiliares dos seguros, da previdência complementar e dos planos de saúde; e coleta de resíduos não perigosos, no último. Em contrapartida, o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,1%) exerceu o único impacto negativo sobre o volume total de serviços, pressionado, especialmente, pela menor receita vinda de logística de cargas; transporte aéreo de passageiros; atividades de correio; e gestão de portos e terminais.
(Redação - Agência Enfoque)




