COMÉRCIO: Atividade do comércio recuou 0,7% em janeiro, diz Serasa
SÃO PAULO, 3/12/26 - A atividade do comércio físico brasileiro registrou retração de 0,7% em janeiro de 2026, na comparação com dezembro de 2025, segundo o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, explica que o resultado reforça um ambiente ainda marcado por juros em patamar elevado e maior seletividade na concessão de crédito, fatores que impactam principalmente os segmentos mais dependentes de financiamento.
Ainda de acordo com Camila, o início do ano costuma concentrar a recomposição orçamentária das famílias. 'Além das despesas sazonais que tendem a impactar o consumo no início do ano, o cenário de crédito mais restritivo e o custo financeiro mais elevado fazem com que setores mais dependentes de financiamento registrem oscilações mais acentuadas. Ainda assim, a sustentação do mercado de trabalho e da renda contribui para mitigar movimentos mais intensos', afirma a executiva da datatech.
Setor de 'Veículos, Motos e Peças' apresentou a maior retração do período
Na análise por segmentos, 'Veículos, Motos e Peças' registrou a maior retração (2,5%) do período. Em seguida, 'Combustíveis e Lubrificantes' recuou 1,1%, enquanto 'Material de Construção' apresentou crescimento de 0,6%.
Variação anual recuou 0,6%
No comparativo entre janeiro de 2026 e o mesmo mês de 2025, a atividade do comércio físico registrou retração de 0,6%.
Nesse cenário, o setor de 'Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática' apresentou a maior expansão (4,2%), seguido por 'Veículos, Motos e Peças' (3,9%) e por 'Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas' (3,4%). Já 'Material de Construção' (-3,1%) e 'Combustíveis e Lubrificantes' (-2,4%) registraram retração no comparativo anual.
Camila reforça que os dados apontam para um ambiente de consumo mais moderado neste início de ano. 'Embora o mercado de trabalho aquecido ofereça sustentação à renda, o nível de juros e o encarecimento do crédito continuam influenciando o comportamento das famílias e das empresas. A tendência é de um varejo mais seletivo, com desempenho distinto entre segmentos mais dependentes de financiamento e aqueles ligados a consumo essencial', conclui.
(Redação - Agência Enfoque)




