ECONOMIA: Balança comercial tem superávit de US$2,288 bi na 2ª semana
SÃO PAULO, 7/13/26 - A balança comercial registrou superávit de US$ 2,288 bilhões na segunda semana de julho de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta segunda-feira (13/07), o valor foi alcançado com exportações de US$ 7,501 bilhões e importações de US$ 5,213 bilhões.
Até a segunda semana de julho, comparado ao mesmo período de 2025, as exportações cresceram 19,8% e somaram US$ 13,39 bilhões. As importações cresceram 1,2% e totalizaram US$ 8,84 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,54 bilhões , com crescimento de 86,7%, e a corrente de comércio aumentou 11,6%, alcançando US$ 22,23 bilhões.
No acumulado do ano até a 2ª Semana de Julho/2026, em comparação a Janeiro/Julho 2025, as exportações cresceram 11,7% e somaram US$ 198,16 bilhões. As importações cresceram 5,0% e totalizaram US$ 151,26 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 46,90 bilhões , com crescimento de 40,7%, e a corrente de comércio registrou aumento de 8,7%, atingindo US$ 349,42 bilhões.
Exportações
Até a 2º Semana de Julho/2026, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 16,3% em Agropecuária, que somou US$ 2,89 bilhões; crescimento de 28,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 3,31 bilhões e, por fim, crescimento de 17,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 7,09 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos ( 84,3%), Soja ( 25,8%) e Algodão em bruto ( 56,5%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (63,4%), Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 71,9%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (58,6%) na Indústria Extrativa ; Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (61,7%), Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (115,6%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) ( 71,2%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Milho não moído, exceto milho doce (-36,7%), Café não torrado (-14,5%) e Especiarias (-25,2%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados ( -5,1%), Minérios de cobre e seus concentrados (-26,2%) e Minérios de níquel e seus concentrados ( -99,9%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-34,3%), Veículos automóveis de passageiros (-25,4%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-28,0%) na Indústria de Transformação.
Importações
Até a 2º Semana de Julho/2026, o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -9,6% em Agropecuária, que somou US$ 0,16 bilhões; crescimento de 64,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,57 bilhões e, por fim, queda de -1,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 8,05 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.
O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Cevada, não moída (148,5%), Milho não moído, exceto milho doce ( 33,5%) e Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados ( 41,5%) na Agropecuária; Outros minérios e concentrados dos metais de base ( 66,2%), Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (116,3%) e Gás natural, liquefeito ou não ( 15,3%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) ( 24,1%), Máquinas de processamento automático de dados e suas unidades, para registrar dados, leitores magnéticos ou óticos (338,0%) e Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (43,4%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos ( -8,4%), Soja (-70,2%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-59,2%) na Agropecuária; Minérios de alumínio e seus concentrados (-66,2%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-23,0%) e Linhita e turfa (-57,3%) na Indústria Extrativa ; Outros medicamentos, incluindo veterinários (-41,5%), Inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes (-46,5%) e Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-76,4%) na Indústria de Transformação.
(Redação - Agência Enfoque)




