ECONOMIA: Balança comercial tem superávit de US$1,473 bi na 2ª semana
SÃO PAULO, 6/15/26 - A balança comercial registrou superávit de US$ 1,473 bilhões na segunda semana de junho. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgados nesta segunda-feira (15/06), o valor foi alcançado com exportações de US$ 8,427 bilhões e importações de US$ 6,953 bilhões.
Até a segunda semana de Junho, comparado a Junho/2025, as exportações cresceram 25,3% e somaram US$ 16,37 bilhões. As importações cresceram 12,3% e totalizaram US$ 11,71 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 4,66 bilhões , com crescimento de 76,9%, e a corrente de comércio aumentou 19,5%, alcançando US$ 28,08 bilhões.
No acumulado do ano até a segunda semana de junho, em comparação ao mesmo período de 2025, as exportações cresceram 10,4% e somaram US$ 164,94 bilhões. As importações cresceram 4,4% e totalizaram US$ 127,62 bilhões. Como consequência destes resultados, a balança comercial apresentou superávit de US$ 37,32 bilhões , com crescimento de 37,1%, e a corrente de comércio registrou aumento de 7,7%, atingindo US$ 292,56 bilhões.
Exportações
Até a 2ª semana de junho, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 27,1% em Agropecuária, que somou US$ 3,95 bilhões; crescimento de 42,7% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,03 bilhões e, por fim, crescimento de 17,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 8,31 bilhões. A combinação destes resultados levou o aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (133,7%), Soja ( 28,4%) e Algodão em bruto ( 74,1%) na Agropecuária; Minério de ferro e seus concentrados ( 31,3%), Minérios de cobre e seus concentrados (116,5%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (41,2%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (44,0%), Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (78,9%) e Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (119,1%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (-21,4%), Especiarias (-10,0%) e Matérias vegetais em bruto (-27,1%) na Agropecuária; Pedra, areia e cascalho (-27,1%), Minérios de alumínio e seus concentrados (-28,2%) e Gás natural, liquefeito ou não (-99,2%) na Indústria Extrativa ; Açúcares e melaços (-11,5%), Veículos automóveis de passageiros (-33,9%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-45,1%) na Indústria de Transformação.
Importações
E o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: crescimento de 3,6% em Agropecuária, que somou US$ 0,21 bilhões; crescimento de 13,4% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,48 bilhões e, por fim, crescimento de 12,4% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 10,95 bilhões. A combinação destes resultados motivou o aumento das importações.
O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras dos seguintes produtos: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (13,8%), Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados ( 54,1%) e Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (33,0%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (313,5%), Pedra, areia e cascalho ( 33,3%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 58,7%) na Indústria Extrativa ; Tubos e perfis ocos, e acessórios para tubos, de ferro ou aço (211,8%), Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (50,8%) e Veículos automóveis de passageiros ( 54,1%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos tiveram diminuição: Trigo e centeio, não moídos ( -6,1%), Milho não moído, exceto milho doce (-57,6%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-39,5%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto ( -3,3%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (-40,9%) e Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-42,2%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-15,7%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-62,6%) e Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-57,6%) na Indústria de Transformação.
(Redação - Agência Enfoque)




