BALANÇA: Balança comercial tem superávit de US$ 3,76 bi até 3ª semana
SÃO PAULO, 1/19/26 - A balança comercial registrou superávit de US$ 3,76 bilhões até a terceira semana de janeiro, resultado de US$ 14,99 bilhões em exportações e US$ 11,23 bilhões em importações, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Exportações
Até a terceira semana de janeiro, o desempenho dos setores foi o seguinte: crescimento de 16,6% em Agropecuária, que somou US$ 2,21 bilhões; crescimento de 32,6% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 4,85 bilhões e, por fim, crescimento de 10,9% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 7,85 bilhões. A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
A expansão das exportações foi puxada, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Animais vivos, não incluído pescados ou crustáceos (157,9%), Milho não moído, exceto milho doce (50,1%) e Soja (164,5%) na Agropecuária; Minérios de cobre e seus concentrados (240,3%), Minérios de metais preciosos e seus concentrados (4.171,8%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (33,9%) na Indústria Extrativa ; Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (54,4%), Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (74,9%) e Ouro, não monetário (excluindo minérios de ouro e seus concentrados) (119,8%) na Indústria de Transformação.
Por sua vez, ainda que o resultado das exportações tenha sido de crescimento, os seguintes produtos registraram diminuição nas vendas: Trigo e centeio, não moídos (-38,2%), Café não torrado (-32,6%) e Algodão em bruto (-16,4%) na Agropecuária; Fertilizantes brutos (exceto adubos) (-65,1%), Minérios de níquel e seus concentrados (-100%) e Minérios de alumínio e seus concentrados (-70,1%) na Indústria Extrativa ; Sucos de frutas ou de vegetais (-55,1%), Tabaco, descaulificado ou desnervado (-57,7%) e Alumina (óxido de alumínio), exceto corindo artificial (-49,5%) na Indústria de Transformação.
Importações
Já o desempenho das importações por setor de atividade econômica foi o seguinte: queda de -26,0% em Agropecuária, que somou US$ 0,23 bilhões; queda de -8,0% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,51 bilhões e, por fim, queda de -1,7% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 10,41 bilhões. A combinação destes resultados motivou a queda das importações.
O movimento de queda nas importações foi influenciado pela redução das compras dos seguintes produtos: Trigo e centeio, não moídos (-23,8%), Cacau em bruto ou torrado (-99,9%) e Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-45%) na Agropecuária; Outros minerais em bruto (-26,1%), Carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-9,9%) e Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-20,5%) na Indústria Extrativa ; Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos (exceto óleos brutos) (-16,2%), Motores e máquinas não elétricos, e suas partes (exceto motores de pistão e geradores) (-59,8%) e Geradores elétricos giratórios e suas partes (-54%) na Indústria de Transformação.
Ainda que o resultado das importações tenha sido de queda, os seguintes produtos tiveram aumento: Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (6,8%), Milho não moído, exceto milho doce (25,6%) e Centeio, aveia e outros cereais, não moídos (200,7%) na Agropecuária; Minérios de alumínio e seus concentrados (86,1%), Outros minérios e concentrados dos metais de base (119,7%) e Gás natural, liquefeito ou não (25,9%) na Indústria Extrativa ; Cobre (155,2%), Veículos automóveis de passageiros (114,1%) e Veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais (43,6%) na Indústria de Transformação.
(Redação - Agência Enfoque)




